Facebook agora permite Lives por meio de PCs e notebooks

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O Facebook divulgou que agora é possível fazer Lives (transmissão de vídeo ao vivo) também por meio de notebooks e computadores.

Anteriormente a ferramenta era exclusiva para mobile. A novidade promete facilitar principalmente os lives de gameplay: os gamers agora podem transmitir direto de seus perfis pessoais – antes, somente páginas tinham essa possibilidade.

Também será possível, segundo a empresa, transmitir para Grupos ou direto nos links dos Eventos.

Confira o comunicado na íntegra (em inglês) aqui. Para saber como fazer uma transmissão, o Facebook disponibiliza um pequeno tutorial.

A Carne Fraca e o post forte: a gestão de crise da BRF no Facebook

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A operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal, deflagrou uma crise de confiança no mercado de alimentos ao tornar públicas as suspeitas de que frigoríficos pagassem propina a fiscais em troca da permissão para não seguir as regras descritas na legislação sobre higiene e armazenamento, entre outras, para seus produtos.

Com a operação as redes sociais ficaram inundadas de memes sobre o problema: churrasco de papelão, salgadinho de isopor, disputas entre vegetarianos e não vegetarianos: como a zoeira não tem limites e a criatividade do brasileiro é enorme, a insegurança alimentar foi transfigurada em humor negro, em posts que alcançavam níveis altíssimos de engajamento – ao mesmo tempo em que a indústria nacional perdia milhões de dólares.

Nesse cenário, uma das empresas cuja imagem ficou arranhada com a operação foi a BRF, responsável pelas marcas Sadia e Perdigão. E dela veio uma postagem de Facebook muito interessante para quem se interessa por gestão de crise.

Trata-se de um vídeo que começa com uma frase do fundador da empresa:”Nós só produzimos alimentos que colocamos na mesa da nossa família”. Essa afirmativa poderosa já adianta o tom do que virá: uma defesa sentimental dos produtos.

Note-se: não há números no vídeo. Não é uma defesa baseada em fatos e dados, em provar por A+B que o número de fábricas envolvido nas suspeitas é pequeno percentualmente. A BRF foi, na verdade, atrás de uma lição antiquíssima: “Não faça aos outros o que não quer que façam com você”. Por meio de fotos, buscou provar que quem participava da produção dos alimentos também os consumia. Ora, se quem sabe como é feito e põe a mão na massa não tem medo de consumir, porque eu teria?, nos faz pensar.

O que se vê são momentos de família: churrascos, geladeiras abertas, cozinhas. Pessoas comuns fazendo coisas comuns, tocando a vida apesar da polêmica. Prints de postagens que teriam sido feitas espontaneamente pelos funcionários.

Apesar da potência financeira que é a BRF, não há uma grande produção, não há famosos. O vídeo é quase caseiro, daqueles que a gente pensa que faria em casa no movie maker. Naquele vídeo simples, as pessoas comuns se sobressaem. As vozes que ouvimos são de pessoas comuns, com os cacoetes costumeiros de quem lê um texto para gravação, mas não é profissional nisso.

Sobre o som, aliás, é bom lembrar: o autoplay do Facebook funciona sem som. Para quem assiste dessa forma porque rolou a página do feed e acabou parando no post, mas não pode ou não quis ligar o áudio, a mensagem ainda funciona. O que é mais importante – a frase do fundador, que norteia o tom do filme – está escrita na tela. Contudo, seria interessante que a função Legenda estivesse ativada, para que mais pessoas pudessem ser atingidas pelo conteúdo integral do vídeo – a informação de que os posts teriam sido espontâneos acaba se perdendo.

Cabe ressaltar, também, que a empresa buscou responder às pessoas que comentavam no post – inclusive as manifestações negativas, o que aproxima o público da empresa e reforça o aspecto familiar que o vídeo quer mostrar.

Assista ao vídeo clicando abaixo:

video brf

Quer saber mais sobre gestão de crise? Confira o post sobre os três Ts da gestão de crise.

4 coisas que aprendi fazendo uma página de humor

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Para compartilhar minha paixão por literatura (e por memes) comecei uma página chamada Jane Austen Boladona. Hoje essa fanpage traz métricas bastante interessantes: são mais de de 13 mil curtidas; seu post mais visto chegou a alcançar 300 mil pessoas. Nada mal para uma fanpage totalmente caseira e feita por uma pessoa só, não? Pois aproveito para trazer 3 importantes ensinamentos que tive enquanto acertava (e errava também) fazendo conteúdo para a Jane Austen Boladona.

Encontre o seu nicho

O Facebook é uma rede social em que os conteúdos estão sempre competindo entre si. Nesse Jogos Vorazes que acontece no feed, é imperativo que os posts sejam relevantes – relevantes para o seu público-alvo, bem entendido. E, lembrando a teoria da Cauda Longa, a internet cada vez mais facilita o processo de alcançar nichos, clusters cada vez menores, que podem ser interessantes e, porque não?, lucrativos também.

Quando iniciei a página busquei focar em um público específico: as mulheres que participavam, como eu, de grupos de literatura clássica e que também eram fãs de carteirinha de Jane Austen. Após estudar um pouco as páginas sobre o tema, percebi que poucas abordavam a literatura por uma perspectiva bem-humorada. Decidi, então, meu público e minha linha editorial de postagens.

Posts de oportunidade: não perca o timing

Uma das coisas mais importantes na internet é o timing. Quando um meme desponta, ou uma controvérsia se inicia, quem sai na frente tem vantagem. É preciso acompanhar o que acontece nas redes – sim, quem é social media precisa mesmo ser heavy user de internet. Além disso, para que o post de oportunidade seja bem-sucedido, é preciso que ele tenha conexão com a página. O internauta vai curtir ou compartilhar porque só a sua página poderia ter pensado nisso e feito o post desse modo. Apenas seguir o meme, sem correlação alguma, não engaja (saiba mais sobre isso aqui).

Abaixo, incluo dois exemplos de posts de oportunidade, com suas respectivas métricas.

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Storytelling sempre é bem-vindo

Aqui trago um exemplo de post que uniu storytelling e post de oportunidade. Nas redes estava rolando um meme sobre uma padaria, cujo nome era Prudência e Conquista – logo alguém notou que o nome do estabelecimento realmente soava como o título de um romance de Austen, que escreveu obras-primas como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade.

Ao invés de apenas compartilhar o meme, escrevi uma pequena cena, dando uma história a Prudência e Conquista. A iniciativa agradou, e não foram poucos os pedidos de continuação (devidamente atendidos: a cena virou uma fanfic cujos primeiros capítulos já estão disponíveis no wattpad).

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Conheça o seu produto

Quem faz conteúdo deve conhecer o produto ou a marca que está divulgando. Sim, fica muito mais fácil pensar em conteúdo relevante quando se é fã ou, pelo menos, consumidor. E, para quem não é, ou não pode ser (se você não bebe e vai fazer conteúdo para uma cervejaria, por exemplo) é extremamente importante pesquisar, pesquisar e pesquisar. Entender o que pensam as pessoas que irão consumir o seu conteúdo é primordial para que ele possa ser o mais relevante possível.

Todo dia ela posta tudo sempre igual: porque a padronização das postagens pode não ser a melhor ideia

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Com a profissionalização do trabalho de social media, muitos profissionais passaram a gerir páginas usando o conceito de editoria de posts: a página foca em 3 ou 4 temas principais e cada um desses temas possui um layout característico – em geral, uma cor diferente ou algum detalhe no barrado. Essa é uma técnica que ajuda muito na produção de conteúdo e na identidade visual da página como um todo.

Contudo, é possível notar alguns exageros na aplicação dessa técnica: barrados enormes, que ocupam grande parte da área das postagens, fazendo com que pareça tudo muito publicitário; e, pior dos pecados, postagens extremamente parecidas.

Anatomia de um post correto, mas que nem sempre gera engajamento

Anatomia de um post correto, mas que nem sempre gera engajamento

O brasileiro em tem, em média, 231 amigos no Facebook . É muita gente e muito conteúdo a brigar por um espaço no feed. Se o post de sua marca conseguir ultrapassar a primeira barreira, que é ser mostrado para as pessoas (veja mais sobre alcance orgânico aqui), ele precisa superar a segunda: ser notado pelo internauta e receber algum tipo de interação.

Num mundo cheio de estímulos, numa rede social em que tudo compete pela atenção, como garantir que seu conteúdo seja visto? Imagine: posts muito semelhantes soam, aos olhos dos internautas leigos que seguem a sua página, como uma mesma propaganda sendo veiculada de novo e de novo (e aí você entende minha ojeriza aos rodapés gigantes). A consequência: o internauta rola a página, não comenta, não curte – em suma, não interage pois o conteúdo não se destaca.

Sem interações o post perde edgerank (ou seja, parece desinteressante aos “olhos” do algoritmo do Facebook) e a página vai, sucessivamente, perdendo cada vez mais espaço no feed das pessoas. Quantas vezes você não viu marcas com um conteúdo corretíssimo, bem-feito e bem diagramado, terem 3 ou 4 curtidas em um post, enquanto outras, com posts com cara de caseiros, de produção mais simples ou somente com fotos ilustrando, chegarem a níveis invejáveis de engajamento?

Defendo que conteúdo para mídias sociais não deve ser engessado. Deve sim, ser bem-feito e bem diagramado, mas uma pitada de descontração ajuda e muito na maioria dos casos. Os posts devem parecer posts, e não propagandas chatas de pop-up de site. Aliás, a pessoa teria que amar muito a sua marca para desejar um influxo diário de propaganda desinteressante em seu feed.

Já falei muito por aqui sobre conteúdo relevante, mas aproveito para lembrar que a forma, e não só o conteúdo, precisa ser relevante também. Não estou declarando guerra aos posts bem feitinhos, ao feijão com arroz da página. Mas proponho: que tal desengessar um pouco uma postagem ou outra, diminuir aquele rodapé enorme, optar por algo mais simples? Menos é mais também em social media =)

O Facebook é a nova Televisão

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Antigamente se falava que a internet iria desbancar a televisão; que a telinha, assim como rádio e os livros, iriam perder feio. Já estamos observando um declínio da TV, enquanto discussões no Twitter sobre determinados programas acabam sendo métricas de sucesso mais até do que o próprio IBOPE.
No entanto, o Facebook faz sucesso justamente por trocar o modelo de negócios típico da internet pelo usado pelas redes de TV. Parece estranho? Explico:

O Facebook escolhe o que mostrar para você e quando fazer isso. O conteúdo que aparece no Feed não é exatamente uma amostra fiel de tudo que os seus amigos e as páginas que você curte fizeram; na verdade, é o que o Facebook entende que você gostaria de ver naquele momento. Assim como os canais de TV.

Ao contrário de redes como Youtube e Twitter e até de serviços como o Netflix, você não pode buscar conteúdo dentro do Facebook, mesmo que ele seja público (essa opção foi desativada). Como já foi dito, você só vê o que está passando lhe for entregue.

Atualmente, todas as redes importantes realizam eventos em que os usuários com mais seguidores participam de workshops e palestras. Na maioria das vezes, eles são ensinados a tornar seu conteúdo cada vez mais relevante para o público que atendem. No caso do Facebook, os eventos são majoritariamente para que as grandes marcas possam aprender como usar os comerciais anúncios da rede.

Ao contrário do Youtube, que permite ganhar dinheiro com seu conteúdo (usuários podem ganhar uma parte da renda obtida com anúncios no seu vídeo), o Facebook não permite que se ganhe dinheiro dentro da plataforma deles. A ideia é pagar para ser visto, não ser recompensado por isso.

Se esse modelo vai perdurar ou não sendo viável, o tempo dirá. Mas é interessante ver como algo que era descrito como um modelo em decadência acaba por ajudar no sucesso da rede social mais importante do mundo. Façam suas apostas! 😉

Relacionado: Melhor postar vídeos no Youtube ou Facebook?

Uma reflexão sobre excesso de conteúdo, mudanças no algoritmo do facebook e o problema do alcance orgânico

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facebook alcance orgânicoQuando perguntados sobre por que não mostram todas as postagens para quem curte uma página, executivos do Facebook respondem que é preciso filtrar o conteúdo que chega a cada usuário, pois já há uma overdose de conteúdos por aí.
E é verdade. Mas calma, continue lendo antes de me xingar.

Você lembra quando recebíamos correntes de e-mail? Além dos spams habituais, nossos amigos nos enviavam arquivos de Power Point com mensagens animadoras combinadas com belas paisagens, dicas de saúde, piadas e adivinhações.

Quantos desses você recebia por dia? Dois, três? Agora, quantos posts seus amigos compartilham no Facebook? Bem mais do que isso, claro. Tantos que você nem se lembra da maioria deles.

Então sim, filtrar faz sentido. E isso prejudica as fanpages, obviamente. Antes, seu trabalho era mais fácil. O Facebook era verdadeiramente grátis, seu conteúdo era visto por todos…

Sinto muito caro social media, mas o Facebook te usou. Pode parecer algo do mal, mas não pense assim. O Facebook precisava de conteúdo pra crescer, e todo o conteúdo dos power points não bastava. Era preciso que as empresas dessem um empurrãozinho.

Agora ele não precisa mais. Está tão inflado que não tem mais tanto espaço, tem conteúdo demais – e bobagens demais. Por isso, ao invés de reclamar do alcance, o papel do social media e fazer algo tão relevante, tão amável, tão engraçado, tão útil, que rompa o mar de inutilidade que enche a internet.

E não reclame, também, da pesquisa feita com usuários da rede, em que eles dizem preferir postagens de amigos às das fanpages. Provavelmente você também prefere ficar sabendo das fofocas dos amigos do que ver propaganda, certo?

O conteúdo na rede precisa ser mais legal do que a fofoca. Esse é o desafio. E cabe a nós dizer #challengeacepted.

meme challenge accepted