Executivo do Facebook explica a questão do alcance orgânico

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facebook alcance orgânicoExecutivo do Facebook, Brian Boland soltou um comunicado com o objetivo de tirar dúvidas dos social media quanto à questão do alcance orgânico (ou, mais precisamente, da falta dele). Segundo Brian, dois fatores são responsáveis pela redução do alcance:

(1) Aumento do conteúdo postado e compartilhado na rede social: há mais conteúdo do que as pessoas teriam tempo de ler e absorver

(2) O algoritmo do próprio Facebook, que ranqueia as mais de 1.500 postagens que poderiam entrar no Feed, mostrando somente as 300 consideradas mais importantes para a pessoa, conforme os critérios da rede social.

Boland diz também que o usuário médio do Facebook está curtindo cada vez mais páginas – o que aumenta ainda mais a competição por um espacinho no Feed. E por que não mostrar tudo? O executivo lembra que outras plataformas não filtram o conteúdo, mas ressalta que nesse modelo as pessoas possuem tempo limitado para consumir histórias, e acabam perdendo as postagens que não estão no topo da lista quando elas fazem login – perdendo assim conteúdos que teriam “mais valor para elas” (uma clara alfinetada ao Twitter).

Outro ponto polêmico do comunicado é a comparação do Facebook com as ferramentas de busca. O executivo diz que, no início dos buscadores, os sites ganhavam muito alcance gratuito, e agora isso acabou – assim como ocorre com o alcance do Facebook. É importante lembrar que não é bem assim: o Google, por exemplo, não mistura o que é patrocinado e o que não é. Os resultados patrocinados aparecem no topo, com fundo amarelo, enquanto os demais ficam embaixo, com fundo branco. Com uma boa estratégia de SEO, sem patrocínio, qualquer site pode aparecer na primeira página da busca – tudo depende do termo que for buscado pelos internautas.

A insatisfação de alguns social media com o alcance do Facebook, contudo, teve início há mais tempo. Alguns anos atrás, não havia a possibilidade de ter histórias patrocinadas. Naquela época, não se pagava para promover uma postagem, mas para promover a página. Só que, com muitas curtidas na fanpage, as marcas obtinham altos níveis de alcance orgânico, e esses resultados positivos as incentivavam a gastar cada vez mais com os ads para ganhar cada vez mais seguidores.

O relacionamento entre as empresas e o Facebook ia muito bem, obrigado, até que vieram as histórias patrocinadas. Com o advento desse novo modelo de anúncios, e a redução no alcance orgânico que se seguiu, muitos analistas de mídias sociais ficaram confusos: afinal, a estratégia bem-sucedida que usavam até ali não trazia mais os resultados esperados. Marcas com mais de um milhão de seguidores passaram a ter o mesmo alcance que marcas com 100mil curtidas, os relatórios já não traziam números de fazer brilhar os olhos dos gestores. Nesse cenário, dá para entender a carta de rompimento da Eat24, que mostrei em outro post aqui no blog.

Se o modelo agora é outro, cabe aos social media adaptarem suas estratégias para atingir os objetivos que definem sua ação na rede. Como já disse antes, foque no objetivo antes de escolher o post a patrocinar e bom trabalho!

E você, leitor, o que acha de tudo isso? Coloque sua opinião aqui nos comentários. Aproveite também para conferir dicas para um crescimento saudável no Facebook. Até a próxima!

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